Faróis de LEDs interferentes não são mais problemas

Faróis de led interferentes não são mais problemas

Finalmente há esperança!! As interferências de faróis ou barras de luz de LEDS que são adquiridas no mercado, são econômicas e iluminam muito, mas, por terem um conversor de corrente interno que trabalha em conversão DC/DC, no entanto, geram uma ampla gama de interferências a qual descrevemos abaixo. A quantidade de RFI (Radio Frequency Interference) e ou EMI (Eletro Magnetic Interference) que essas “coisas” emitem é enorme e nos dá muita dor de cabeça e por fim não conseguíamos eliminá-las completamente.

O que descobrimos, finalmente, não é apenas como o RFI está sendo transmitido pelo farol ou barra de Luzes de LEDS e como está sendo recebido pelo Rádio VHF/UHF ou mesmo por outros instrumentos dos veículos, mas descobrimos também como lidar com o problema.

Uma breve descrição da natureza do problema:

O farol ou a barra de luz tem uma fonte de alimentação de corrente constante em modo switch (PWM) embutidas, que são mal projetadas e geram todos os tipos de interferência de ruído que se espalha pelo espectro. Esse ruido está voltando para os fios de alimentação e até mesmo pela antena de alguns equipamentos mais sensíveis, tudo dependendo da frequência do oscilador do PWM. Os fios da alimentação agem como uma grande antena que irradia esse ruido na forma de ondas de rádio, gerando o RFI ou EMI.

No laboratório, após testes de vários rádios e vários conversores, se captou uma ampla gama de frequências interferentes, causando um sinal de estática muito forte que abafa quase qualquer frequência dos rádios.

O conversor tipo Flyback apresentado na Figura abaixo, é a configuração mais utilizada que encontramos nestes produtos. A corrente nos LEDS é pulsada, sendo obtida com este tipo de conversor e muitos não possuem o capacitor de filtro © no secundário.

Faróis de LEDs interferentes não são mais problemas

A maioria dos faróis, lâmpadas e barras de LEDS que testamos utilizam este tipo de conversor, e é onde começam nossos problemas. Os LEDS de potência são associados em série para garantir a mesma corrente em todos os componentes, neste caso, a dissipação de potência em um resistor passa a ser inadmissível e circuitos eletrônicos mais complexos tornam-se necessários, onde entra o conversor de corrente tipo Flyback.

Os LEDS de potência são alimentados por estes conversores eletrônicos, nos quais os transistores atuam como chaves do tipo liga-desliga na razão de milhares de vezes por segundo que se transforma em algumas dezenas de Kilo-hertz. Detectamos conversores que possuíam de 10 a 100Khz de chaveamento, ficando quase impossível de fabricar um filtro com características amplas.

Existem diversas topologias de circuito que podem fornecer aos LEDS a corrente constante com uma componente alternada superposta com frequência e amplitude específicas ou a corrente pulsada obtida de um circuito chaveado modulador de largura de pulso do tipo PWM (Pulse Width Modulation) com controle da razão cíclica e malha de controle por corrente. A razão cíclica é um termo utilizado em eletrônica de potência, sendo definido pelo produto entre o tempo que o dispositivo de chaveamento do conversor se encontra em condução pela sua frequência de chaveamento. Os conversores eletrônicos podem ser classificados em conversores isolados e não isolados sem filtro na saída.

A solução:

Um filtro passa-baixo (LPF) é colocado o mais próximo possível da fonte de contaminação por ruído. Neste caso, a lâmpada, o farol ou a barra de LEDS. O LPF bloqueia todas as correntes de alta frequência que causam o RFI e apenas permite a passagem das correntes de baixa frequência ou CC. Ao colocar o LPF o mais próximo possível da fonte de ruído indesejado, a menor quantidade de fio potencialmente atuará como uma antena antes de atingir o equipamento.

O filtro passa-baixo tem um lado de entrada e um lado de saída. O lado do circuito de onde o ruído está sendo gerado deve estar no lado da entrada do LPF e o outro lado do circuito onde o ruído precisa ficar de fora deve estar no lado da saída do LPF.

Pra cada tipo de lâmpada, farol ou barra de LEDS, tem-se um filtro específico, devendo ser medido com osciloscópio em cada tipo de instalação e assim detectando quais as frequências de corte do filtro devem ser consideradas, daí se parte para a construção do filtro LPF propriamente dito.

Esperamos ter esclarecido o porque e como, os produtos embarcados com LEDS interferem nos equipamentos eletrônicos atuais.

Ronaldo Wilmann Cidade

Diretor Técnico
CFT 49160290030
 

Ainda não é associado?

Caso queira ser associado, basta entrar no link abaixo e fazer sua inscrição.